quarta-feira, 17 de setembro de 2008

História FE

Enquanto espero, vou contando algumas histórias do passado. Nunca fui apaixonada pelo meu ex, sempre tive muitas dúvidas. Mas nunca conseguia terminar. Ele sempre fingia que nada tinha acontecido e continuávamos juntos....
Quando tínhamos uns 3 anos de namoro, conhecí o Daniel. Logo que o vi, achei gatinho, e os homens que me desculpem, mas se a mulher quer, eles não recusam.

Trabalhávamos na mesma empresa e prá iniciar um romance foi um pulo. Se bem que resistí bastante, ele teve que usar muito do seu poder de sedução comigo, por mais que eu(e ele) já soubéssemos que ia rolar.
Ficamos juntos uns 2 anos. Nem eu nem ele falávamos em terminar nossos namoros. Mas também nem um nem outro casava. Fui completamente apaixonada por ele. Saíamos quase todos os dias da semana. Acho que conheci todos os motéis do centro do Rio(acreditem, tem uns lugares muito bons por ali), fazíamos amor nas escadas e em todos os lugares que fossem possíveis. Sei que vocês devem estar pensando que sou uma depravada, traíra, e que mereço o que estou passando...mas desde a época do namoro que não tinha a atenção que toda mulher merece. Meu namorado era um grosso, não era nada carinhoso comigo, morava perto de mim e ficava a semana toda sem ir me procurar. Estudávamos na mesma faculdade e posso contar os dias que ele me esperou prá voltar comigo e me acompanhar até minha casa. Mas não me largava por nada desse mundo. Disso eu gosto.
Então me apaixonei pelo Daniel. Mas com 2 anos de relacionamento sem compromisso como foi aquele, no meu caso, só o amor não sustenta. Eu preciso de segurança emocional. Preciso. Abro mão de estar com uma pessoa, mesmo apaixonada, se ela não me der isso. Fico com outra mesmo sem estar apaixonada se ela me der a tal segurança. Não foi a toa que fiquei 18 anos com meu ex.
Com o Daniel não podia ter sido diferente de todas as minhas outras histórias: eu terminei com ele. E sofri demais com isso. Tinha entrado uma guria nova na empresa. 18 aninhos. Andava pra lá e prá cá de mini-saia e mini blusa, cabelos compridos, linda. Era recepcionista, e dava um mole, mas um mole tão grande pro Daniel, que eu me matava de tantos ciúmes. Até que um dia, depois de uma briguinha nossa, nem lembro porque, mandei ele ir ficar com ela. Ele foi. Meu mundo ruiu. Quase morrí. A dor de ter entregue ele de bandeja era terrível. Mas o orgulho era maior. Eu nunca mais fiquei com ele. E ainda me vinguei: depois de um tempo, claro, ele já tinha enjoado do brinquedinho novo que eu arrumei pra ele, saímos pra almoçar com um grupo enorme da empresa. Conversamos bastante na mesa e marcamos de sair dali pra nos encontrarmos em algum lugar. Ele saiu na frente e eu iria depois. Eu não fui. Dei o maior bolo nele. E ainda fui pra casa com um amigo dele. E ainda fiquei com este amigo. Depois conto esta história, vai ser a "História CI".
Conclusão: Vivi, sofri mas não morrí. A última vez que falei com o Daniel foi há uns 3 anos anos. Ele ligou pra minha casa me convidando prá ir trabalhar com ele. Recusei mais uma vez. Nunca mais quis saber dele.

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