domingo, 18 de novembro de 2007

História JU - Presente - Tabefe na orelha.

Acabei de levar um tabefe na orelha e ouvir meia dúzia de gritos, altos e esbravejantes. Estamos em meio a um feriado, e além de não ter ido viajar com minha família, ficamos dentro de casa praticamente todos os dias, "descansando" bastante. Na 5a, fomos 'a casa do pai, e de lá para cá não botei mais meu pé fora de casa. Isso se repete todos os fins de semana. Pra sairmos de casa tem que ter briga antes, do contrário, ficamos em casa sem fazer nada. Me sinto péssima assim. 'As vezes olho pela janela e vejo casais indo caminhar na praia, ou simplesmente sentados em um banco, eu nunca fiz isso com esse louco. Só saímos quando tem uma cervejinha no meio. Nunca foi capaz de me convidar pra sairmos pra ir a um cinema, pra ir jantar, pra ir a um parque, ou qq coisa parecida. Ou ficamos em casa, ou saimos pra beber. E só. O bofetão foi por conta de eu citar o nome do pai e da mãe, pois ele me mandou ir sozinha, e eu disse: "ahh...tá...então vamos fazer igual seu pai e sua mãe: ele sai e ela fica em casa descansando". Desde que eu os conheço que é assim, ela nunca acompanha o marido, e ele, claro, deve gostar de viver, então, sai sozinho. Mas eu NUNCA quiz isso pra mim, acho isso horrível. Mas por conta disso, ele me agrediu mais uma vez. Afinal de contas, falar de sua família significa falar da única coisa que ele tem. Ele, com mais de 40 anos, não conseguiu ser mais nada na vida além de filho. Não foi pai, não foi um homem com responsabilidades com um trabalho, não foi um estudioso, não foi um leitor, não foi nada. Foi e é apenas filho até hoje.

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